segunda-feira, 30 de junho de 2014

Amizade

É difícil um bipolar fazer amizade com outro bipolar. Conheci uma pessoa e ela mal conversava direito, parecia que tinha preguiça de responder, mas sei que não é bem isso.

A gente tem uma mania de criar um mundinho que fica difícil sair dele e abrir possibilidades para amizades. Eu tenho que me virar sozinha.

O que tenho agora é uma lista de quem passou pela minha vida...

sábado, 28 de junho de 2014

Bup!

Lá vou eu com mais um medicamento. Agora para atacar a depressão, estou tomando "Bup"(Bupropiona), o mesmo que busca acabar com o tabagismo. O que tenho notado desde quinta-feira é que ele me deixa acordada pronta pra realizar alguma atividade... o problema é quando não quero fazer nada e fico com peso na consciência. Aí vou até a gloriosa atividade e a cumpro. Como estudar, nem que seja por uma hora... depois mais uma hora... mais uma... até que concluo tudo. Entender a matéria estudada leva alguns minutos de concentração. Pra quem tomou pouco Rivotril, como eu, a memória não foi muito afetada. Sorte minha. Creio.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Emprego

Desde que descobri a doença fico pensando em empregos para bipolares. Tirando artistas e escritores, estou na busca por saber quais outros empregos um bipolar pode ter.

Já procurei em vários lugares e só encontrei dicas:

Estabilidade
É importante tentar achar uma posição estável quando se sofre de Transtorno Bipolar. Ter de buscar constantemente novos empregos causa alterações de humor, associadas com a bipolaridade, de forma mais frequente e intensa. Você também pode escolher conversar com seu chefe sobre o transtorno, pois isso pode aumentar seu entendimento acerca da forma como a sua doença afeta seus hábitos de trabalho, mas isto somente se você se sentir completamente confortável tendo essa conversa com ele.

Horários consistentes
No "The Bipolar Disorder Survival Guide" (Guia de sobrevivência ao Transtorno Bipolar, em tradução livre), o autor David Miklowitz explica que a melhor forma para manter a estabilidade é trabalhar as mesmas horas todos os dias, por exemplo das 9 às 5, de segunda a sexta. Quando suas horas de trabalho variam, seu humor provavelmente irá flutuar também. É importante para quem possui distúrbio bipolar ter uma agenda consistente para ajudar a evitar o desencadeamento de manias e depressões.

Flexibilidade
Se você possui Transtorno Bipolar, tente ter uma carreira que permita um tempo de descanso devido à doença. Às vezes é impossível prever quando os períodos de depressão ocorrerão, tornando difícil ir trabalhar. Uma carreira que lhe dê uma quantidade considerável de tempo privado é a melhor forma de manter o emprego e cuidar de si mesmo. A maior parte do tempo, o seu chefe entenderá sua doença se você falar com ele.

Previsibilidade
Ainda que aqueles empregos onde você faça a mesma coisa todos os dias possam ser entediantes, para os bipolares tais empregos podem ajudar com a estabilidade. Surpresas ou mudanças no ambiente de trabalho podem desencadear a hipomania e levar a um episódio de mania. Ainda que devam haver elemenos inesperados no ambiente de trabalho, escolher uma carreira com trabalho previsível ajuda a manter as perturbações em um nível mínimo e, em troca, ajuda a manter a bipolaridade sobre controle.


Trabalho fixo
Se você possui Transtorno Bipolar, haverá momentos em que você perderá trabalhos devido à doença. Se estiver trabalhando por horas, isto pode afetar suas finanças negativamente. Uma vez que problemas com finanças são uma predisposição nos bipolares, isto é um problema. Uma posição fixa é a melhor forma de conseguir reservar-se o tempo necessário e ainda ganhar seu salário e conseguir pagar suas contas.
(ehow)

Fico pensando no que fazer... já que a psiquiatra não ajuda muito. Nenhuma das duas me ajudaram em alguma coisa. A primeira falava pra eu pensar em me manter bem. A segunda nem comenta nada. Afinal, que outras atividades fazem os bipolares?

Tentar ser normal, só pode ser.

terça-feira, 24 de junho de 2014

"Estável"

Pelo que tenho lido nos blogs e nos comentários do pessoal bipolar as reações e complicações com medicamentos foram as mesmas que tive... seja no estado de euforia ou depressão.

Dias atrás li se "(...) somos cobaias?" de teste de remédios. Respondi que sim, somos. Uma doença que remete à época dos gregos e até hoje não tem uma solução é pra colocar tomo mundo bipolar pra testar remédio.

"Não deu esse? Ahm! Vai esse e mais esse... daqui um mês você volta!" e por aí vão rios de dinheiro com consultas e remédios. Se ao menos eles nos deixassem estáveis (com dias alegres e tristes) tudo bem ter uma vida com remédios.

Um enigma difícil desse só se desvenda com o ajustamento dos remédios. E isso demora. Qual escolher dentre tantos?

Até lá seus amigos já não são mais os mesmos com você, seus familiares já se afastaram, o emprego está capengando e seu casamento está por um fio.

Desde a descoberta, há dois anos, nunca estive estável. Sempre "controlada", como o psiquiatra e a psicóloga adoram dizer, na depressão. Todos os dias de cão tenho que forçar sair da cama e tentar ter uma vida normal.

Eu já tomei vários remédios... não gosto de pensar em quantos, mas em dois anos foram uns seis. Duas internações, dois anos de terapia e terapia ocupacional (que acho um tédio). A única coisa que ganhei com esses dois anos foram vinte kg.

Hoje estou "estável" - depressiva - há 3 meses. *Suspiro*

domingo, 22 de junho de 2014

Começar e terminar

Há dias tentando decidir como organizar o blog, que assuntos escrever, se "x" vai ficar piegas e "y" comporta ou não o que penso. Acabei optando que vai de qualquer jeito sobre qualquer assunto.

Planejar é algo ainda muito confuso na minha cabeça. Se falo que vou fazer alguma coisa, posso levar horas decidindo como fazê-la de modo rápido e inteligente. E, assim - muitas vezes - nem faço.

Ultimamente tenho realizado atividades à base da forçação. Se começo algo devo terminá-lo. Não importa se isso leve 1, 2, 3 horas para uma atividade simples como lavar a louça.

E vou vivendo... devagar e irritada com tanta má disposição que sinto ao tentar fazer alguma coisa. Não é preguiça, até porque quando mais jovem, me sentia realizada ao cumprir uma tarefa. Agora nem isso!

O fato é que estou mais pra depressão do que pra euforia. Incomoda não conseguir fazer algo ou fazer e não achar graça. A tal da sensação de dever cumprido e "ó que felicidade!" não existe mais.