Pelo que tenho lido nos blogs e nos comentários do pessoal bipolar as reações e complicações com medicamentos foram as mesmas que tive... seja no estado de euforia ou depressão.
Dias atrás li se "(...) somos cobaias?" de teste de remédios. Respondi que sim, somos. Uma doença que remete à época dos gregos e até hoje não tem uma solução é pra colocar tomo mundo bipolar pra testar remédio.
"Não deu esse? Ahm! Vai esse e mais esse... daqui um mês você volta!" e por aí vão rios de dinheiro com consultas e remédios. Se ao menos eles nos deixassem estáveis (com dias alegres e tristes) tudo bem ter uma vida com remédios.
Um enigma difícil desse só se desvenda com o ajustamento dos remédios. E isso demora. Qual escolher dentre tantos?
Até lá seus amigos já não são mais os mesmos com você, seus familiares já se afastaram, o emprego está capengando e seu casamento está por um fio.
Desde a descoberta, há dois anos, nunca estive estável. Sempre
"controlada", como o psiquiatra e a psicóloga adoram dizer, na depressão.
Todos os dias de cão tenho que forçar sair da cama e tentar ter
uma vida normal.
Eu já tomei vários remédios... não gosto de pensar em quantos, mas em dois anos foram uns seis. Duas internações, dois anos de terapia e terapia ocupacional (que acho um tédio). A única coisa que ganhei com esses dois anos foram vinte kg.
Hoje estou "estável" - depressiva - há 3 meses. *Suspiro*
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